Atrasos e Crise Hídrica Complicam Descarregamento
Com a safra recorde de soja 2024/25 e atrasos na colheita, mais de 1 mil caminhoneiros enfrentam longas esperas para descarregar no porto de Porto Velho, Rondônia. O tempo médio de espera varia de quatro a seis dias.
Os caminhões transportam a soja da colheita para o porto, onde é descarregada e enviada por barcaças pelo rio Madeira até Santarém (PA) para exportação. A capacidade de embarque do Porto de Porto Velho é de 10 mil toneladas por dia, equivalente a 200 caminhões.
Implicações da Espera
Caminhoneiros relatam dificuldades, incluindo despesas extras e falta de alimentos. Flávio, um motorista, afirmou que já passou fome durante a espera: “Disseram que tinha duzentos caminhões na minha frente. Às vezes, não tem nada para a gente comer.”
Causas da Demora
Fernando Parente, presidente da Sociedade dos Portos e Hidrovias de Rondônia, explicou que a combinação do aumento na produção e o atraso na colheita, agravados pela crise hídrica, resultaram no gargalo. Em janeiro de 2025, o porto operou 80.989 toneladas, e em fevereiro, esse número subiu para 199.057 toneladas.
Para mitigar novos gargalos, a SOPH está adotando medidas, como acompanhamento do aumento de cargas e busca por novos operadores para o porto.
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