A represa Billings, criada há 100 anos para abastecer uma usina hidrelétrica, agora desempenha diversas funções, como abastecimento de água, geração de energia e transporte aquático. No entanto, a água esverdeada, resultado da proliferação de algas, reflete os desafios impostos pelas mudanças climáticas.
Diversidade de Usos
Originalmente projetada para a produção de energia elétrica, Billings hoje fornece água tratada para o ABC Paulista e a Zona Sul de São Paulo, gera energia com usinas flutuantes e placas solares, e oferece transporte por balsa. No entanto, a poluição e o despejo clandestino de esgoto ameaçam a qualidade da água e a vida aquática.
Impactos Ambientais
A proliferação de algas, exacerbada por condições climáticas, está reduzindo a quantidade de oxigênio disponível e afetando a vida aquática. Em 2024, quase 500 kg de peixes mortos foram retirados da represa, evidenciando a necessidade urgente de ações de preservação.
Urbanização e Desafios Sociais
A expansão da região metropolitana trouxe ocupações irregulares ao redor da represa, onde a falta de infraestrutura tem gerado problemas ambientais e sociais. A comunidade Cantinho do Céu, por exemplo, enfrenta desafios relacionados ao saneamento e à poluição.
História e Construção
A represa foi criada após autorização do governo federal em 1925, quando a demanda por energia cresceu em São Paulo. Engenheiros utilizaram a geografia favorável da região para armazenar água, invertendo o fluxo do Rio Pinheiros para garantir suprimento.
A Billings, portanto, ilustra a complexidade de atender necessidades urbanas e ambientais em uma metrópole em crescimento, ressaltando a importância de um planejamento sustentável.